
Aquecimento global: farsa descoberta
A indústria do aquecimento poderá resfriar Danilo Chagas Ribeiro
17 Jan 2010Ninguém duvida que a ação do homem tem trazido prejuízos consideráveis ao planeta, mas há anos alguns cientistas vêm afirmando que o Aquecimento Global não é causado pelo homem, ou melhor, afirmam que o aquecimento global não existe. O polêmico assunto esquentou bastante no final do ano passado com a divulgação de uma notícia bombástica pela imprensa de todo o mundo.
Auto-puniçãoA opinião pública vem sendo bombardeada exaustivamente há anos por cientistas e organizações oficiais, como o IPCC, "Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas", da ONU (foto), com repetidos alertas sobre o aquecimento global, que seria devido, em grande parte, à emissão de CO2. O tema é o carro-chefe da questão ambiental mundial, a menina-dos-olhos da mídia e a bandeira das políticas governamentais em todo o planeta.
A intensa catequese global tem apontado o homem como o grande culpado dos acontecimentos que causam danos à natureza. Até que ponto isso é verdade?
Esse tema é tão amplo, tão grandioso, tão complexo e tão autoconvincente, que a maioria
assiste à TV e sai repetindo e respaldando automaticamente, sem ter como conferir o que ouve, nem se realmente houve.
Imagens apelativas "provam" o aquecimento global (veja ao lado). As pessoas penitenciam-se pelas suas atitudes e de seus semelhantes, mesmo que pouco entendam sobre as questões ambiental, meteorológica, geológica, etc. Pior do que isso, as variações mais significativas do clima trazem a impressão de que o mundo está mesmo mudando muito, corroborando no aceite da culpa.
O homem passou a ter culpa de qualquer coisa que acontece de errado no mundo. Acontecimentos como o desabamento da encosta em Angra dos Reis,RJ na virada de ano, e as tremendas chuvaradas de novembro no RS têm sido atribuídas ao mau uso do planeta pelo homem. No entanto, são facilmente explicáveis como naturais. Idem as sistemáticas variações do clima. Já dizia uma tia minha, que hoje teria mais de 110 anos: "Quer mentir? Fala do tempo!".
Efeito Estufa x Aquecimento Global
Basicamente, o assunto em pauta é muito simples. Os raios de sol que aquecem a Terra são refletidos para fora da atmosfera, mas nem todos. Uma parte é retida pela própria atmosfera. Este efeito natural e necessário à vida na Terra é chamado Efeito Estufa. Uma quantidade muito grande de gás carbônico (CO2) na atmosfera pode aumentar a retenção dos raios solares, elevando a temperatura da Terra no processo chamado de Aquecimento Global. Outros gases concorrem na intensificação do efeito estufa. O que os cientistas têm afirmado é que há elevada produção de gás carbônico pelo homem (atividade antrópica) e que isso intensifica o Efeito Estufa e gera o aquecimento Global.
O gás carbônico é produzido pela descarga dos automóveis, pelas chaminés das indústrias e pela queima de florestas. Sai também dos vulcões e dos oceanos em enorme quantidade. O volume desse gás produzido pelo homem em todo o planeta, incluindo as queimadas na Amazônia e toda a queima de combustível, é uma parte muito pequena do todo. É mesmo?
Pois aí é que está a encrenca. Uns cientistas dizem que sim, e outros que não. O que está em questão, afinal?A ciência discute se a temperatura do planeta está aumentando, ou não. Há quem diga que ela está diminuindo, inclusive. E, se estiver aumentando, não se tem certeza se o homem tem a ver com isso, ou se é dos ciclos da natureza.
"O planeta começou a entrar numa fase de resfriamento que deve durar 20 anos""O aquecimento global não passa de uma farsa montada por grandes grupos financeiros que dominam a economia mundial. E mais: não há indícios científicos que comprovem essa teoria. Ao invés de aquecimento, o planeta começou a entrar numa fase de resfriamento, que deve durar 20 anos". Essas idéias polêmicas são defendidas pelo doutor em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), o brasileiro Luiz Carlos Baldicero Molion (foto), representante da América Latina junto à Organização Meteorológica Mundial. É cada vez maior o número de cientistas que vêm contestando o aquecimento global e mostrando os interesses por trás dos bastidores.
O homem é responsável por apenas 3% do chamado aquecimento globalEm entrevista ao UOL, Molion disse: Estou comparando o que o homem lança na atmosfera, com os ciclos da natureza. Se eu pegar os oceanos, os pólos e mais a vegetação do planeta, isto soma um total de 200 bilhões de toneladas de carbono por ano que saem desses reservatórios naturais. O homem coloca no ar seis bilhões de toneladas. Seriam 3% da contribuição humana nisso que muitos cientistas chamam de aquecimento global – avalia.
A ação global que aponta a emissão de CO2 como origem do aquecimento tem sido catalizada por organizações não governamentais de projeção internacional. E no rastro dessas seguem muitas outras. A defesa da causa tornou-se o ganha-pão de milhares de pessoas no mundo todo.
Manipulando dados e faturando altoEm dezembro passado, mensagens roubadas da Unidade de Pesquisa Climática da East Anglia University - EAU, na Inglaterra, trouxeram a público que teria havido manipulação de dados para mostrar um aquecimento global que não existe.
A EAU (foto) é o braço direito do IPCC, que utiliza estes dados em publicações para embasar as fabulosas vertentes que correm nos bolsos das instituições envolvidas em questões ambientais. Foram investidos 10 milhões de dólares apenas no caso específico de Phil Jones, para desenvolver pesquisas sobre o clima. As verbas destinadas a estudos sobre o meio ambiente são muito maiores do que se imagina.
Phil JonesO cientista britânico Phil Jones (foto) foi até o ano passado muito respeitado em questões climáticas. Diretor da EAU, ele declarou em mensagem enviada a um colega seu ter utilizado "um truque" para esconder o declínio da temperatura global nas décadas passadas (veja detalhe mais abaixo).
A ONU defendeu-se informando que os dados do IPCC são robustos e que não terão a credibilidade diminuída pelas declarações de um grupo de cientistas. Era o que restava informar, depois do tremendo gelo nas pesquisas sobre o aquecimento. Quem de nós leigos, sabe algo sobre medição da temperatura global?
Alimentando monstros para ter o que comer
Quem se interessaria por apostar tantas fichas em estudos sobre algo que não seria mais um problema? O tema perderia o clima. Cientistas climáticos precisam de "um problema" para obter financiamento, disse o Dr. Roy Spencer, da NASA. Criado o monstro a ser combatido, fica mais fácil angariar recursos para a defesa. Manipulação de dados científicos é um crime terrível. A bola de neve da captação feroz de verbas para cientistas começa a ser re-analisada no mundo todo.
Sim, o homem é o responsável por diversos prejuízos ao planeta. A conscientização dos problemas antrópicos precisa ser incutida em toda a população, começando dentro de cada família e no ensino fundamental. Questionar tal fato é uma heresia. Mas o que está em questão é a manipulação de dados em laboratórios para apontar o homem como responsável de um problema que pode não existir, com o objetivo de manter aquecidos o bolso e o ego de gente inescrupulosa. É claro que a classe de cientistas não é imune a gente ruim, como de resto nenhuma outra. O fato de um cientista ser flagrado fora do rumo não compromete a classe,
absolutamente, mas pode comprometer a pesquisa.
COP-15
Os problemas ambientais têm sido debatidos por nações ricas e pobres. Líderes de diversos países vem participando das reuniões, prestigiando-as. No entanto, no último encontro da Conferência da ONU sobre o Clima (COP-15) ocorrido no final do ano passado, em Copenhage, o resultado foi frustrante.
Diz Molion que "na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção".
O cientista brasileiro diz também que "o homem coloca apenas 6 bilhões, portanto as emissões humanas representam 3%. Se nes
sa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões? Não vai mudar absolutamente nada no clima".
Sabiás, tucanos e bugiosA conscientização sobre a questão ecológica nas últimas décadas nos permitiu novamente apreciar o canto dos sabiás em plenos centros urbanos. Os tucanos estão de volta à Lagoa da Pinguela, no litoral norte gaúcho (foto), e os bugios roncam à vontade em Itapuã (ouça o ronco) , a 40km de Porto Alegre. Os cuidados para com a natureza são muito bem-vindos e têm trazido resultados benéficos, sem dúvida. Daí a apropriar ao homem a culpa de fenômenos naturais cujas causas extrapolam o conhecimento da ciência, é inaceitável.
"O extermínio já começou"
O deslizamento de camada de argila ocorrido em Angra dos Reis,RJ, na entrada de 2010 (foto), serviu para enaltecer essa corrente de auto-flagelo humano. Um blog sensacionalista desfraldou recentemente: "O extermínio já começou". Segundo o apocalíptico autor, a tragédia no litoral fluminense é consequência dos danos do homem ao planeta. No entanto, esse fenômeno natural é bem conhecido desde Adão e Eva.
Nos morros do litoral norte do Rio Grande do Sul ocorre a mesma coisa a cada chuvarada mais forte (segundo a meteorologia, choveu em Angra naquele dia 95% do que chove em um mês inteiro). Estes deslizamentos ocorrem também em Santa Catarina. Em uma viagem de Osório,RS a Florianópolis,SC pela BR-101 observa-se vários rastros de deslizamentos morro abaixo pelo menos há 5 décadas, mas evidentemente que isso foi assim a vida toda. A camada de argila perde a aderência à rocha nos pontos mais íngremes (e mais altos) da Serra Geral e começa a desabar. E vem com tudo. Matacões enormes pegam carona nos deslizamentos e os acompanham até não terem mais para onde descer.
Outros fenômenos naturais atribuídos ao homemA incrível precipitação ocorrida no Rio Grande do Sul no final de 2009, tida por alguns como o "sinal dos tempos" não foi a pior desde o início dos registros da meteorologia na região. Sem falar na "Enchente de 1941", que alagou Porto Alegre como nunca mais ocorreu, nem de longe, felizmente. Naqueles tempos nem se fal
ava em ecologia na imprensa. E se alguém falasse em proteger a caça e a pesca seria possivelmente considerado um "fresco", como se dizia na época.
Morar no pé de um morro como aquele em Angra, é correr risco. Talvez um risco não maior do que morar em San Francisco, na California, que encobre a "Falha de San Andreas" e seus tremores. Quando o big one chacoalhar lá, milhares ou milhões morrerão na hora. Certamente não vai faltar então quem culpe o homem pelo ocorrido. E o que dizer se aquela baita erupção do Vesúvio que soterrou Pompéia (foto) ocorresse hoje?
Variações naturais da temperatura
Por volta do ano de 1300, quando ocorreu o "Período de Aquecimento Medieval", os Vikings colonizaram a Groenlândia. Em torno de 3.000 agricultores viviam lá. Alguns séculos depois, durante a "Pequena Era Glacial", morreram todos. A variação de temperatura havida na época foi totalmente natural. Por que não poderia estar ocorrendo o início de outra dessas mudanças atualmen te?
Novas rotas pelo ártico
Alguns navios conseguiram navegar em rotas marítimas pelo Ártico, por onde antes havia gelo. A voz geral da ciência atribui o fato ao aquecimento global. Veja o que diz Molion a respeito. UOL: E quanto ao derretimento das geleiras? Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar. UOL: Mas o mar não está avançando? Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível (foto). Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
As crenças religiosas e as crenças ambientais
A Igreja plantou inúmeras crenças. As mais danosas ocorreram provavelmente na Idade Média. E foram necessários muitos séculos para sanear a cultura no planeta, em que pese o esforço da própria Igreja desmentindo suas invenções gananciosas.
Na Idade Média eram vendidas as Indulgências Plenárias, que davam direito a ir direto ao céu sem passar pelo purgatório. Quem tinha dinheiro, comprava... Claro, porque a Igreja, soberana e infalível, "sabia o que dizia". Mesmo que duvidassem das intenções canônicas, o fiapo de dúvida que restasse aos fiéis bastava para que decidissem pela compra da barbada no ingresso celestial, por precaução.
Somente em 1980 Galileu Galilei foi perdoado pela Igreja (João Paulo II) por ter afirmado que a terra não era o centro do mundo. Foram quase 400 anos de resistência ferrenha da Igreja, que inclusive prendeu Galileu pelo que disse. Era toda uma instituição contra um homem e seus poucos seguidores. A Igreja dita o conhecimento sobre a vida e a morte, e posta-se acima da ciência em questões científicas. A propósito, o que diz o Papa sobre Darwin?
São JorgeE o que vemos hoje? Vemos cientistas bombando dados com o respaldo da sociedade, da mídia, das nações. Criaram um monstro muito conveniente a todos eles. E esse monstro somos nós, os humanos. Mas todos acham que o problema é dos outros. E assim todos falam mal deste dragão que nem São Jorge daria conta. Os São Jorges atuais ganham cavalos imponentes, armaduras, prestígio e muito dinheiro para vencer o dragão-símbolo do que há de pior no mundo de hoje: o diabo do aquecimento global.
Quem iria opor-se a santificar Jorge, apresentado aos fiéis como o cara que liquidava dragões? No entanto, ninguém nunca viu um dragão na vida.
Phil Jones cria dragões para vendê-los em seguida. Aponta o pecado e dita a penitência. Tudo em prol da salvação da humanidade. Ele seria um dos grandes fiscais de dragões da atualidade. E o que diz o IPCC, da ONU? Pelo amor de Deus, não extinguam os dragões, se não vamos cair do cavalo.
Hoje podemos discernir claramente sobre o que era imposto como verdade na Idade Média. Mas não é porque a Igreja negou a descoberta de Galileu ou porque criou o passe VIP para o céu a fim de fazer dinheiro, que o aquecimento global inexiste. Nada a ver. A analogia pretende mostrar que a voz geral nem sempre é lícita ou verdadeira, apesar da alegada infalibilidade ou peso da fonte. "Sem acesso às informações originais, monta-se juízo de valor baseado nas informações filtradas que nos chegam. É difícil avaliar o quão distorcidas e parciais são as informações veiculadas", comentou um cientista amigo meu.
E diz ainda o amigo que "mesmo que haja certo nível de dúvida sobre a veracidade e intensidade do processo de aquecimento global, as consequências seriam tão terríveis, que é mais prudente trabalhar-se com a hipótese de que o fenômeno é verdadeiro do que simplesmente ignorá-lo". É o que faziam na Idade Média em relação à Indulgência Plenária e às descobertas de Galileu. Idade Média? Faz apenas 30 anos que a Igreja finalmente perdoou Galileu!
A "grande farsa" não é a maior
A preocupação com o Aquecimento Global é altamente benéfica para resolver o problema.Você concorda? Preocupar-se não adianta nada! Para ajudar, seja lá no que for, há que se fazer algo, de fato. Engajar-se em questões ambientais faz bem não só ao meio-ambiente. É saudável para a mente também. Faz muito bem para quem se empenha em efetivamente realizar algo. Na foto ao lado participantes do Cruzeiro do Bugio após a limpeza anual da Praia do Sítio, no Rio Guaíba.
Mesmo sendo uma farsa ou um equívoco, algum resultado positivo a campanha contra o Aquecimento Global trará para a natureza. Em Atenas havia uma estátua para cada deus, e mais uma para os "deuses desconhecidos" (Atos, 17:23). E vai que algum deus não homenageado se sentisse desprestigiado?...
Aqui, diz o ditado, quando a coisa está feia, acende-se uma vela para cada santo. Pelo sim, pelo não, devemos abrir os olhos para o que pode gerar encrenca, mesmo que nos pareça utópico.
É muito mais cômodo criticar um Galileu, fazer pouco caso de um Molion ou jogar pedras em uma Maria Madalena do que investir energia e força de vontade para melhorar a nós mesmos e ao pedaço do mundo que nos rodeia. Essa talvez seja a maior das farsas nesta questão: o faz de conta da preocupação com o ambiente. Acima de tudo, isso é uma grande hipocrisia. Se chamarmos a atenção dos outros para os dragões, talvez não percebam o tamanho de nossa barriga.
Interesses políticos e econômicos
Políticos precisam estar alinhados com os interesses do povo. Um tema como o Aquecimento Global, que arrebanhou uma manada de mentes seguidoras, é um prato cheio. Diante do bombardeio ideológico, o povo não pensa, apenas segue de roldão. O assunto, portanto, traz prestígio a quem o defende. Enfim, quem se atreverá a contrariar esforços para conter o "fim do mundo", seja pelo aumento da temperatura ou pelo que for? O aquecimento está associado ao lixo, ao mal cheiro, à fumaça, ao politicamente incorreto.
Presidentes de países ricos e de países pobres largam tudo para comparecer às reuniões internacionais, como em Copenhage, em que pese o pífio resultado. Um bom discurso sobre o tema garante grande popularidade, mesmo que seja mera retórica contemplativa.
Os Bancos também tem interesse especial na questão ambiental. O Crédito de Carbono, criado para reduzir o efeito estufa, movimenta muito dinheiro. A redução de emissão de CO2 rende crédito, negociável no mercado internacional. O crédito vale como moeda. Isso faz girar uma enorme soma de dinheiro. Há quem diga que os créditos de carbono acabam favorecendo mais ao mercado do que ao ambiente, e que os certificados autorizam aos países desenvolvidos o direito de poluir.
Para a mídia, o assunto representa uma grande fonte de divisas. Diversos outros segmentos beneficiam-se com a discussão do Aquecimento Global. Estas vantagens da retaguarda, em grande parte desconhecidas do grande público, podem comprometer a aceitação da defesa tão arraigada da causa. Seja legítima a ação ou não, é inegável a existência de interesses políticos, econômicos e pessoais na defesa da causa.
Os argumentos dos crentes e dos céticos do Aquecimento Global são muitos. Para cada argumento de uma parte existe um contra-argumento da outra. É um bate-boca sem fim. O IPCC dá trabalho a milhares de cientistas com o objetivo de monitorar a situação e de sugerir medidas para conter o processo. Além desses cientistas, há milhares de outras pessoas com interesse pecuniário na questão. Se for provada a farsa do aquecimento, ou o equívoco, que seja, imagine o estrago financeiro e moral para toda essa gente. Eles não vão deixar a peteca cair assim facilmente.
Novo moralismoHá milhares de anos é dito que os malefícios do mundo advém do pecado do homem. A culpa da vez, sem isenção da outra, é a de que os problemas ambientais têm a mesma origem: o homem, agora na versão pecador-poluidor, um tipo específico de pecador. Um novo moralismo está sendo conduzido pelos apocalípticos e aproveitadores da hora. Se cada um efetivamente contribuisse consigo mesmo e com a região que o cerca, o mundo já seria muito melhor.
No embalo da onda apocalíptica, tiro uma lasca: uma Inquisição Ambiental vem tomando conta do mundo. A cruzada em prol da natureza não é santa. Ela luta também a favor da ganância e dos interesses políticos, bem como aconteceu na Idade Média. E nós leigos no assunto, que tentemos discernir o que é certo e o que é errado neste saco-de-gatos (nem tão) científico.
Vídeo legendado (02 Mai 2007):
A grande farsa do aquecimento global
Artigo (11 Jun 2007):
Esquentam as controvérsias sobre o aquecimento global
Artigo (05 Nov 2007):
Cientista diz que aquecimento é farsa para eleger Al Gore
Vídeo (Jornal Nacional, Out 2007):
Arnaldo Jabor e o Aquecimento Global
Vídeo (Jornal Nacional, 02 Dez 2009):
Aquecimento Global?
Vídeo (Jornal Nacional, 04 Dez 2009):
Al Gore pode perder o Oscar, por falta de credibilidade
Vídeo (O filme de Al Gore):
Uma verdade inconveniente
Entrevista (11 Dez 2009):
"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul
Artigo: Em registros desde 1986, o ano passado aparece entre os mais frios:
Polo Sul mais frio
Artigo do Times: "Uma experiência que sugere que estamos errados na mudança climática" (em inglês):
An experiment that hints we are wrong on climate change
Artigo (Scientific American)
Humanidade polui mais que vulcanismo
Matéria na Wikipedia:
Crédito de Carbono
Matéria extensa sobre o que pensam os céticos do Aquecimento Global
Os céticos quanto ao clima estão certos?
Vídeo - criativo comercial utilizando o aquecimento global para vender Halls
Halls
Acrescentado em 13 Fev 2010:
Polêmicas lançam dúvidas sobre aquecimento global Cientistas pedem reforma total no painel da ONU vencedor do Nobel da PazDesde o final do ano passado, alguns dos principais cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) não têm tido paz.
Suas pesquisas estão sob intensos ataques, enfrentando nos últimos meses acusações que vão de descuidos a fraudes, que colocariam em suspeita o real impacto do aquecimento global. A polêmica começou às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Copenhague em dezembro passado. Hackers roubaram e divulgaram mais de mil e-mails de funcionários da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, sede de uma das primeiras unidades de pesquisa climática do mundo. As mensagens provariam que os cientistas esconderam e adulteraram informações. O caso ficou conhecido como “Climategate”.
– Houve ameaças de morte. Pessoas disseram que eu deveria me matar. Pensei mesmo sobre suicídio diversas vezes, mas creio que agora já passei dessa fase – disse o chefe da Unidade de Pesquisa sobre o Clima (CRU) da Universidade de East Anglia, Phil Jones, ao jornal The Sunday Times.
Agora, o maior alvo de críticas é o indiano Rajendra Pachauri, chefe do IPCC. Em 2007, ele recebeu o Nobel da Paz em nome da entidade – prêmio dividido com o ex-vice-presidente americano Al Gore. Há um clamor dos chamados “céticos do aquecimento global” para que Pachauri renuncie ao cargo. Os pedidos se devem, especialmente, ao fato de o IPCC ter admitido no mês passado que a advertência feita anteriormente, de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035, está mal fundamentada cientificamente.
Segundo o painel, os procedimentos-padrão estabelecidos para a realização de seus relatórios não foram seguidos. Além disso, Pachauri é acusado de lucrar indevidamente prestando consultoria a empresas. O indiano nega todas as acusações e descartou deixar o cargo. Prometeu, no entanto, tornar mais rígidos os procedimentos das pesquisas.
Os erros – e a erosão que eles vêm causando na confiança do público – estão fazendo com que alguns cientistas peçam mudanças drásticas. Uma manifestação pela reforma do IPCC foi publicada na edição desta semana da revista científica Nature. Um dos autores, o pesquisador britânico Mike Hulme propõe a extinção do painel da ONU e, em contrapartida, a criação de outras três organizações encarregadas de lidar com o aquecimento global.
Fonte: Zero Hora ; Foto: AP
Acrescentado em 26 Fev 2010:
26 Fev 2010
Mudança nas correntes do Atlântico Norte está acelerando o derretimento das geleiras do Ártico O Instituto Oceanográfico Woods Hole acaba de divulgar uma pesquisa que demonstra que as correntes do Oceano Atlântico Norte estão se alterando, e as águas quentes que são em empurradas para o Norte pela Corrente de Golfo (Gulf Stream), passam agora a atingir as proximidades da costa da Groelândia. Os pesquisadores verificaram que as águas do Fiorde Sermilik estavam a uma temperatura de 4 graus centígrados, muito acima do que era considerado normal no passado.As águas mais quentes amenizam o clima, e a consequência é a aceleração no derretimento das geleiras da Groelândia. Fiamma Straneo, que lidera a pesquisa, afirmou que o mais assustador é que as mudanças estão ocorrendo de forma muito rápida e são perceptíveis na escala de tempo de meses e não em anos. O processo preocupa muito os cientistas. As geleiras da Groelândia possuem uma espessura de cerca 3,5 km e uma superfície com um tamanho semelhante ao território do México e, portanto, retêm uma grande quantidade de água, que a medida que se derrete e se desprende da geleira e chega ao Oceano. Na última década, as geleiras diminuíram significativamente e a participação do derretimento na elevação do nível dos oceanos mais do que dobrou. Fonte: Axel Grael, de Woods Hole
26 Fev 2010
Furacões quentes Quem sofre com as temperaturas elevadas no atual verão no Brasil pode se consolar em saber que a situação já foi muito pior. Imagine um El Niño que simplesmente não vai embora, não dando chances para a redução do calor durante muitos séculos?Em artigo publicado na edição desta quinta-feira (25/2) da revista Nature, pesquisadores da Universidade Yale e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, apontam um motivo para as temperaturas elevadas de 3 milhões a 5 milhões de anos atrás, durante o início do período Plioceno. Uma dúvida que intrigava os cientistas era como o calor se manteve durante tanto tempo, uma vez que as concentrações de dióxido de carbono eram semelhantes às atuais. Segundo o estudo, o motivo foram os ciclones tropicais (ou furacões) mais frequentes no Pacífico, que alteraram a distribuição de água quente no Equador, levando a uma espécie de El Niño muito duradouro. O resultado foi uma temperatura média cerca de 4º C mais elevada do que a atual. Alexey Fedorov, de Yale, e colegas combinaram um modelo de estudos de furacões com modelos climáticos para investigar a época que muitos pesquisadores consideram a mais próxima das condições que se esperam no futuro próximo com relação à emissão de gases de efeito estufa. O grupo identificou uma relação entre furacões e a circulação nas camadas superiores do oceano. Massas de água foram aquecidas pelos ciclones à medida que se dirigiam ao Equador e, depois, subiram no Pacífico equatorial leste como parte da circulação oceânica promovida pelas correntes de ar. De acordo com a pesquisa, ciclones tropicais eram mais frequentes no Pacífico Central, área em que atualmente há poucos furacões. E essa grande atividade provavelmente fortaleceu o aquecimento do Pacífico equatorial leste o que, por sua vez, aumentou ainda mais a frequência de furacões. A relação entre furacões e circulação oceânica pode levar a múltiplos estados climáticos, apontam os pesquisadores. Um deles, ocorrido no início do Plioceno, foi o de condições de El Ninõ milenar. Outro estado é o atual, de um Pacífico equatorial leste mais frio. Segundo os autores, os resultados da pesquisa reforçam o papel importante dos ciclones tropicais no clima do planeta. O artigo Tropical cyclones and permanent El Niño in the early Pliocene epoch (Vol 463 | doi:10.1038/nature08831) de Alexey Fedorov e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com. Fonte: Agência FAPESP
11 Mar 2010
Clima de medo (editorial da revista Nature, em inglês) ____________________________
Editorial
Nature 464, 141 (11 March 2010) | doi:10.1038/464141a; Published online 10 March 2010
Climate of fear
The integrity of climate research has taken a very public battering in recent months. Scientists must now emphasize the science, while acknowledging that they are in a street fight.
Climate scientists are on the defensive, knocked off balance by a re-energized community of global-warming deniers who, by dominating the media agenda, are sowing doubts about the fundamental science. Most researchers find themselves completely out of their league in this kind of battle because it's only superficially about the science. The real goal is to stoke the angry fires of talk radio, cable news, the blogosphere and the like, all of which feed off of contrarian story lines and seldom make the time to assess facts and weigh evidence. Civility, honesty, fact and perspective are irrelevant.
Worse, the onslaught seems to be working: some polls in the United States and abroad suggest that it is eroding public confidence in climate science at a time when the fundamental understanding of the climate system, although far from complete, is stronger than ever. Ecologist Paul Ehrlich at Stanford University in California says that his climate colleagues are at a loss about how to counter the attacks. “Everyone is scared shitless, but they don't know what to do,” he says.
To make sure they are not, scientists must acknowledge that they are in a street fight, and that their relationship with the media really matters. Anything strategic that can be done on that front would be useful, be it media training for scientists or building links with credible public-relations firms. In this light, there are lessons to be learned from the current spate of controversies. For example, the IPCC error was originally caught by scientists, not sceptics. Had it been promptly corrected and openly explained to the media, in full context with the underlying science, the story would have lasted days, not weeks. The IPCC must establish a formal process for rapidly investigating and, when necessary, correcting such errors.
The unguarded exchanges in the UEA e-mails speak for themselves. Although the scientific process seems to have worked as it should have in the end, the e-mails do raise concerns about scientific behaviour and must be fully investigated. Public trust in scientists is based not just on their competence, but also on their perceived objectivity and openness. Researchers would be wise to remember this at all times, even when casually e-mailing colleagues.
US scientists recently learned this lesson yet again when a private e-mail discussion between leading climate researchers on how to deal with sceptics went live on conservative websites, leading to charges that the scientific elite was conspiring to silence climate sceptics (see page 149). The discussion was spurred by a report last month from Senator James Inhofe (Republican, Oklahoma), the leading climate sceptic in the US Congress, who labelled several respected climate scientists as potential criminals — nonsense that was hardly a surprise considering the source. Some scientists have responded by calling for a unified public rebuttal to Inhofe, and they have a point. As a member of the minority party, Inhofe is powerless for now, but that may one day change. In the meantime, Inhofe's report is only as effective as the attention it receives, which is why scientists need to be careful about how they engage such critics.
The core science supporting anthropogenic global warming has not changed. This needs to be stated again and again, in as many contexts as possible. Scientists must not be so naive as to assume that the data speak for themselves. Nor should governments. Scientific agencies in the United States, Europe and beyond have been oddly silent over the recent controversies. In testimony on Capitol Hill last month, the head of the US Environmental Protection Agency, Lisa Jackson, offered at best a weak defence of the science while seeming to distance her agency's deliberations from a tarnished IPCC. Officials of her stature should be ready to defend scientists where necessary, and at all times give a credible explanation of the science.
These challenges are not new, and they won't go away any time soon. Even before the present controversies, climate legislation had hit a wall in the US Senate, where the poorly informed public debate often leaves one wondering whether science has any role at all. The IPCC's fourth assessment report had huge influence leading up to the climate conference in Copenhagen last year, but it was always clear that policy-makers were reluctant to commit to serious reductions in greenhouse-gas emissions. Scientists can't do much about that, but they can and must continue to inform policy-makers about the underlying science and the potential consequences of policy decisions — while making sure they are not bested in the court of public opinion.
Acrescentado em 31 Ago 2010:
Comitê propõe mudanças fundamentais no funcionamento do IPCC
31/8/2010
Agência FAPESP – Os processos empregados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) para produzir seus relatórios periódicos têm sido, de modo geral, bem sucedidos. Entretanto, o IPCC precisa reformar fundamentalmente sua estrutura gerencial e fortalecer seus procedimentos, para que possa lidar com avaliações climáticas cada vez mais complexas, bem como com uma intensa demanda pública a respeito dos efeitos das mudanças climáticas globais.
A conclusão é de um comitê independente de especialistas reunido pelo InterAcademy Council (IAC), organização que reúne academias de ciências de diversos países, e está em relatório entregue nesta segunda-feira (30/8), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao presidente do conselho do IPCC, Rajendra Pachauri.
O relatório, intitulado Climate change assessments: review of the processes and procedures of the IPCC, foi produzido por 12 especialistas coordenados pelo economista Harold Shapiro, ex-reitor das universidades Princeton e de Michigan, nos Estados Unidos. Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, integra o comitê indicado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), uma das academias de ciência que aprovaram o relatório.
“O comitê fez recomendações sobre a governança do IPCC, funções e limites dos mandatos de dirigentes do painel e enfatizou o debate e a valorização de ideias contraditórias. A análise feita trata de como lidar com as incertezas e recomenda cuidado com a avaliação de impactos”, disse Brito Cruz.
A revisão do IPCC foi solicitada pelas Nações Unidas. O comitê revisou os procedimentos empregados pelo painel na preparação de seus relatórios. Entre os assuntos analisados estão o controle e a qualidade dos dados utilizados e a forma como os relatórios lidaram com diferentes pontos de vista científicos.
“Operar sob o foco do microscópio do público da forma como o IPCC faz exige liderança firme, a participação contínua e entusiástica de cientistas destacados, capacidade de adaptação e um comprometimento com a transparência”, disse Shapiro.
O IPCC foi estabelecido em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente com o objetivo de auxiliar na formulação de políticas públicas a partir da divulgação de relatórios sobre os aspectos científicos conhecidos sobre as mudanças climáticas, os impactos globais e regionais dessas mudanças e as alternativas de adaptação e mitigação.
Após a divulgação de seu primeiro relatório, em 1990, o IPCC passou a ganhar a atenção e o respeito do público, a ponto de ter sido premiado com o Nobel da Paz de 2007. No entanto, com a divulgação do relatório de 2007, o painel de especialistas passou a ser alvo de questionamentos a respeito de suas conclusões.
O crescente debate público sobre a acurácia dos relatórios levou a ONU a solicitar ao IAC uma revisão do IPCC e recomendações sobre como fortalecer os procedimentos e processos do painel para os próximos relatórios.
A análise do IAC faz diversas recomendações para que o IPCC melhore sua estrutura gerencial, entre as quais estabelecer um comitê executivo que atue em nome do painel e garanta a manutenção de sua capacidade de tomar decisões.
“Para aumentar sua credibilidade e a independência, esse comitê executivo deveria incluir especialistas externos, não ligados ao IPCC e nem mesmo à comunidade mundial dos cientistas climáticos”, disse Shapiro.
O IPCC também deveria ter um diretor executivo que liderasse o secretariado do painel. Esse diretor seria o responsável pelas operações diárias e falaria em nome do IPCC. Segundo a análise do IAC, o atual secretário do IPCC não tem os níveis de autonomia e responsabilidade equivalentes aos dos diretores executivos de outras organizações.
Os mandatos do presidente do conselho e do novo diretor executivo também deveriam ser menores do que os dos atuais coordenadores do IPCC, limitando-se ao período de produção e divulgação de cada relatório, de modo a manter a variedade de perspectivas e o frescor das abordagens em cada relatório – o mandato atual do presidente do conselho é de até 12 anos.
A análise do IAC também recomenda que o IPCC adote uma política rigorosa para evitar conflitos de interesse entre as lideranças do painel, autores, revisores e responsáveis pela publicação dos relatórios.
Para a produção de sua análise, o comitê de especialistas consultou não apenas o próprio IPCC, mas também pesquisadores de diversos países que participaram na produção dos relatórios, bem como cientistas que criticaram os procedimentos adotados pelo painel em suas conclusões.
O público em geral participou da avaliação, por meio de questionários publicados na internet. O comitê também realizou diversas reuniões, inclusive no Brasil, para chegar às suas considerações.
Abordagem de controvérsias
Como a análise do comitê de especialistas convocado pelo IAC foi solicitada em parte por problemas no mais recente relatório do IPCC, o comitê também examinou os processos de revisão adotados pelo painel.
A conclusão é que o processo é eficaz, mas o comitê sugere que os procedimentos de revisão empregados atualmente sejam fortalecidos de modo a minimizar o número de erros. Para isso, o IPCC deveria encorajar seus editores a exercer sua autoridade de modo que todas as conclusões fossem consideradas adequadamente.
Os editores também deveriam garantir que os relatórios abordem controvérsias genuínas e que a consideração devida seja dada a pontos de vista conflitantes e propriamente bem documentados. Os autores principais deveriam documentar explicitamente que a mais completa gama de abordagens científicas foi considerada.
O uso da chamada “literatura cinza” (de trabalhos científicos não publicados ou não revisados por pares) tem sido bastante discutido, mas a análise do IAC destaca que frequentemente tais fontes de dados e informações são relevantes e apropriadas para utilização nos relatórios do IPCC.
“O IPCC já tem uma norma sobre uso criterioso de fontes de informação sem revisão por pares. O relatório do comitê de revisão confirma que esse tipo de fonte pode ser usado, desde que sejam seguidas as normas estritas já existentes e que protegem a qualidade científica das conclusões”, disse Brito Cruz.
Os problemas ocorrem quando os autores não seguem as normas do painel para a avaliação de tais fontes ou porque tais normas são muito vagas. O comitê recomenda que as normas sejam revisadas de modo a se tornarem mais claras e específicas, principalmente na orientação de que dados do tipo sejam destacados nos relatórios.
O comitê também sugere que os três grupos de trabalho do IPCC sejam mais consistentes nos momentos de caracterizar as incertezas. No relatório de 2007, o comitê identificou que cada grupo usou uma variação diferente das normas do painel sobre incertezas e que as próprias normas não foram sempre seguidas.
O relatório do grupo de trabalho 2, por exemplo, continha conclusões consideradas como de “alta confiança”, mas para as quais havia pouca evidência. O comitê recomenda que os grupos de trabalho descrevam a quantidade de evidência disponível bem como as discordâncias entre os especialistas.
“O relatório do comitê sugere atenção para levar em consideração as diferentes opiniões baseadas em fatos com base científica e para considerar atentamente o uso da literatura científica revisada por pares em línguas que não a inglesa. A intenção é tornar o relatório o mais abrangente possível”, disse Brito Cruz.
A demora do IPCC em responder a críticas sobre as conclusões de seu relatório de 2007 faz da comunicação um assunto crítico para o painel, de acordo com o comitê de revisão.
Os 12 especialistas recomendam que o IPCC complete e implemente a estratégia de comunicação que está em desenvolvimento. Essa estratégia deve se pautar na transparência e incluir um plano de contingência para respostas rápidas e eficazes em momentos de crise.
Segundo o comitê, como o escrutínio intenso por parte dos responsáveis pela formação de políticas públicas, bem como do público em geral, deverá continuar, o IPCC precisa ser “o mais transparente possível no detalhamento de seus processos, particularmente nos seus critérios de seleção de participantes e no tipo de informação científica e técnica utilizado”, disse Shapiro.
O relatório do comitê do IAC e mais informações podem ser lidos em: http://reviewipcc.interacademycouncil.net.
Mais informações sobre o IPCC: www.ipcc.ch
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Auto-punição
assiste à TV e sai repetindo e respaldando automaticamente, sem ter como conferir o que ouve, nem se realmente houve.
O que está em questão, afinal?
A ação global que aponta a emissão de CO
Phil JonesO cientista britânico Phil Jones (foto) foi até o ano passado muito respeitado em questões climáticas. Diretor da EAU, ele declarou em mensagem enviada a um colega seu ter utilizado "um truque" para esconder o declínio da temperatura global nas décadas passadas (veja detalhe mais abaixo).
fichas em estudos sobre algo que não seria mais um problema? O tema perderia o clima. Cientistas climáticos precisam de "um problema" para obter financiamento, disse o Dr. Roy Spencer, da NASA. Criado o monstro a ser combatido, fica mais fácil angariar recursos para a defesa. Manipulação de dados científicos é um crime terrível. A bola de neve da captação feroz de verbas para cientistas começa a ser re-analisada no mundo todo.
Os problemas ambientais têm sido debatidos por nações ricas e pobres. Líderes de diversos países vem participando das reuniões, prestigiando-as. No entanto, no último encontro da Conferência da ONU sobre o Clima (COP-15) ocorrido no final do ano passado, em Copenhage, o resultado foi frustrante.
sa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões? Não vai mudar absolutamente nada no clima".
O deslizamento de camada de argila ocorrido em Angra dos Reis,RJ, na entrada de 2010 (foto), serviu para enaltecer essa corrente de auto-flagelo humano. Um blog sensacionalista desfraldou recentemente: "O extermínio já começou". Segundo o apocalíptico autor, a tragédia no litoral fluminense é consequência dos danos do homem ao planeta. No entanto, esse fenômeno natural é bem conhecido desde Adão e Eva.
ava em ecologia na imprensa. E se alguém falasse em proteger a caça e a pesca seria possivelmente considerado um "fresco", como se dizia na época.
te?
A Igreja plantou inúmeras crenças. As mais danosas ocorreram provavelmente na Idade Média. E foram necessários muitos séculos para sanear a cultura no planeta, em que pese o esforço da própria Igreja desmentindo suas invenções gananciosas.
São JorgeE o que vemos hoje? Vemos cientistas bombando dados com o respaldo da sociedade, da mídia, das nações. Criaram um monstro muito conveniente a todos eles. E esse monstro somos nós, os humanos. Mas todos acham que o problema é dos outros. E assim todos falam mal deste dragão que nem São Jorge daria conta. Os São Jorges atuais ganham cavalos imponentes, armaduras, prestígio e muito dinheiro para vencer o dragão-símbolo do que há de pior no mundo de hoje: o diabo do aquecimento global.
A preocupação com o Aquecimento Global é altamente benéfica para resolver o problema.
Políticos precisam estar alinhados com os interesses do povo. Um tema como o Aquecimento Global, que arrebanhou uma manada de mentes seguidoras, é um prato cheio. Diante do bombardeio ideológico, o povo não pensa, apenas segue de roldão. O assunto, portanto, traz prestígio a quem o defende. Enfim, quem se atreverá a contrariar esforços para conter o "fim do mundo", seja pelo aumento da temperatura ou pelo que for? O aquecimento está associado ao lixo, ao mal cheiro, à fumaça, ao politicamente incorreto.
Para a mídia, o assunto representa uma grande fonte de divisas. Diversos outros segmentos beneficiam-se com a discussão do Aquecimento Global. Estas vantagens da retaguarda, em grande parte desconhecidas do grande público, podem comprometer a aceitação da defesa tão arraigada da causa. Seja legítima a ação ou não, é inegável a existência de interesses políticos, econômicos e pessoais na defesa da causa.
Cientistas pedem reforma total no painel da ONU vencedor do Nobel da Paz
O Instituto Oceanográfico Woods Hole acaba de divulgar uma pesquisa que demonstra que as correntes do Oceano Atlântico Norte estão se alterando, e as águas quentes que são em empurradas para o Norte pela Corrente de Golfo (Gulf Stream), passam agora a atingir as proximidades da costa da Groelândia. Os pesquisadores verificaram que as águas do Fiorde Sermilik estavam a uma temperatura de 4 graus centígrados, muito acima do que era considerado normal no passado.
Quem sofre com as temperaturas elevadas no atual verão no Brasil pode se consolar em saber que a situação já foi muito pior. Imagine um El Niño que simplesmente não vai embora, não dando chances para a redução do calor durante muitos séculos?
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